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“Enquanto
o ser humano não estiver disposto a fazer sacrifícios
pessoais no seu dia-a-dia, não creio que a tecnologia
possa driblar seus maus hábitos”, opinou o vice-presidente
de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP, Maurício
Linn Bianchi, em sua palestra no Fórum Empreendimentos
Imobiliários Sustentáveis – Viabilidade,
Projeto e Execução, realizado em 19 de agosto
pela Editora Pini. Bianchi participou do evento como diretor
da sua empresa, BKO Engenharia, e revelou detalhes dos empreendimentos
M.O.R.E., que foram concebidos segundo critérios de
sustentabilidade.
Ele mostrou que fundamental mesmo é ter em mãos
um bom projeto, gerado de forma criteriosa e inteligente,
e que somente a partir dele um empreendimento será efetivamente
sustentável ambiental e economicamente. Esta foi,
inclusive, a principal lição transmitida por
alguns dos maiores especialistas da área aos participantes
do evento. A preocupação, entretanto, é com
a concepção de um bom projeto, pois o mercado
ainda considera onerosas as soluções sustentáveis
e se ressente de informações sobre alternativas.
O fórum teve como palestrantes também dois
colunistas da revista Notícias da Construção,
do SindusCon-SP: o engenheiro Luiz Henrique Ceotto, diretor
técnico da Tishman Speyer, e o professor da Poli-USP,
Vanderley Moacyr John.
Ceotto insistiu na percepção de que os conceitos
sustentáveis precisam ser ampliados pelos profissionais
da construção civil. O engenheiro disse que
os projetos dos edifícios são direcionados
para a redução dos custos da execução,
quando deveriam priorizar a eficiência operacional.
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“O impacto do edifício é diretamente
proporcional ao custo que ele gera”, sentenciou. Ele
apresentou ainda estudos indicativos de que 80% dos custos
de empreendimentos comerciais correspondem ao uso e operação
do edifício ao longo de 50 anos. Os custos de execução
representam 14%, seguidos da adaptação para
reuso (5%), concepção e projeto (0,8%) e idealização
(0,2%). Ainda segundo os dados apresentados por Ceotto, há 100%
de possibilidade de interferências nos custos do empreendimento
ao longo de sua vida útil na fase de idealização
do projeto. Na concepção e projeto, as chances
de interferir caem para 80% e, durante a construção,
não passam de 15%. “Durante seu uso, a chance
de melhorar seu desempenho é de apenas 5%”,
afirmou.
Vanderley John, que também é diretor do CBCS (Conselho Brasileiro
da Construção Sustentável), falou sobre a melhoria dos projetos
e um maior controle das obras em prol da sustentabilidade. “A sustentabilidade
não é uma opção, é imperativa. Quem apostar
que poderá fazer ações de marketing sem modificar seus processos
e conceitos, no médio prazo morrerá”, disse. Segundo ele,
o caminho aponta para a necessidade da redução do consumo de materiais,
do aumento no uso de recursos renováveis e da diminuição
das perdas.
Fonte: SindusCon-SP
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