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A
36ª Sondagem Nacional da Construção Civil,
realizada pelo SindusCon-SP e pela FGV Projetos junto a 280
empresários do setor de todo o país em agosto,
mostrou que a construção continua otimista,
embora num nível mais moderado, em relação
ao desempenho presente e futuro das construtoras e ao crescimento
econômico do país. Já em relação
a dificuldades financeiras, inflação e custos
dos insumos, o setor mostrou maior preocupação
do que na última Sondagem, realizada em maio. E o
entusiasmo com a condução da política
econômica arrefeceu.
Para o presidente do SindusCon-SP,
Sergio Watanabe, “o
resultado reflete o sentimento dos empresários da
construção civil, que em 2008 vivem o maior
nível de atividade dos últimos anos, mas estão
sentindo os efeitos dos aumentos dos insumos, alguns deles
meramente oportunistas devido ao aquecimento da demanda”.
Na
Sondagem, realizada trimestralmente, cada quesito recebe
uma pontuação que vai de 0 a 100. Notas a partir
de 50 denotam “otimismo” (exceto no quesito “dificuldades
financeiras”, no qual pontuação acima
de 50 indica “desempenho ou perspectiva não
favorável”).
O “desempenho das empresas” da construção
recebeu pontuação média de 59,9, numa
ligeira queda de 0,9% em relação à Sondagem
de maio. As “perspectivas de desempenho” das
empresas obtiveram 61,2 (queda de 3,2%) e o crescimento econômico
55,4 (declínio de 14,8%). São, portanto, indicadores
de otimismo, num nível mais moderado.
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Persistem
as preocupações dos empresários do
setor em relação às “perspectivas
de evolução dos custos” (37,7 – queda
de 1,8%), “inflação reduzida” (32,7 – declínio
de 17,2%) e “dificuldades financeiras” (52,3 – aumento
de 4,4%; é neste caso que a nota acima de 50 indica
cenário desfavorável).
O quesito “condução da política econômica” voltou
a se situar abaixo de 50: ficou em 47,5 (queda de 14,8%).
Doze meses atrás – Na comparação com a percepção
dos empresários em agosto de 2007, a pontuação do desempenho
das construtoras ficou 11,7% maior e a das perspectivas, 3,4% maior.
Nos demais quesitos, houve deterioração, sendo a maior queda no
item inflação reduzida (-44%) e a menor no tocante ao crescimento
econômico (-0,8%). A percepção das dificuldades financeiras
piorou em 8,3%.
Fonte: SindusCon-SP
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