22/09/08

Construção civil modera otimismo
Empresários vivem o maior nível de atividade dos últimos anos, mas estão sentindo os efeitos dos aumentos dos insumos

 
 

A 36ª Sondagem Nacional da Construção Civil, realizada pelo SindusCon-SP e pela FGV Projetos junto a 280 empresários do setor de todo o país em agosto, mostrou que a construção continua otimista, embora num nível mais moderado, em relação ao desempenho presente e futuro das construtoras e ao crescimento econômico do país. Já em relação a dificuldades financeiras, inflação e custos dos insumos, o setor mostrou maior preocupação do que na última Sondagem, realizada em maio. E o entusiasmo com a condução da política econômica arrefeceu.

Para o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, “o resultado reflete o sentimento dos empresários da construção civil, que em 2008 vivem o maior nível de atividade dos últimos anos, mas estão sentindo os efeitos dos aumentos dos insumos, alguns deles meramente oportunistas devido ao aquecimento da demanda”.

Na Sondagem, realizada trimestralmente, cada quesito recebe uma pontuação que vai de 0 a 100. Notas a partir de 50 denotam “otimismo” (exceto no quesito “dificuldades financeiras”, no qual pontuação acima de 50 indica “desempenho ou perspectiva não favorável”).

O “desempenho das empresas” da construção recebeu pontuação média de 59,9, numa ligeira queda de 0,9% em relação à Sondagem de maio. As “perspectivas de desempenho” das empresas obtiveram 61,2 (queda de 3,2%) e o crescimento econômico 55,4 (declínio de 14,8%). São, portanto, indicadores de otimismo, num nível mais moderado.


 

Persistem as preocupações dos empresários do setor em relação às “perspectivas de evolução dos custos” (37,7 – queda de 1,8%), “inflação reduzida” (32,7 – declínio de 17,2%) e “dificuldades financeiras” (52,3 – aumento de 4,4%; é neste caso que a nota acima de 50 indica cenário desfavorável).

O quesito “condução da política econômica” voltou a se situar abaixo de 50: ficou em 47,5 (queda de 14,8%).

Doze meses atrás – Na comparação com a percepção dos empresários em agosto de 2007, a pontuação do desempenho das construtoras ficou 11,7% maior e a das perspectivas, 3,4% maior.

Nos demais quesitos, houve deterioração, sendo a maior queda no item inflação reduzida (-44%) e a menor no tocante ao crescimento econômico (-0,8%). A percepção das dificuldades financeiras piorou em 8,3%.

Fonte: SindusCon-SP

 
   
 
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