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O
vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda, assegurou
que os juros das linhas de crédito imobiliário
daquela instituição deverão permanecer
inalterados. Já com relação às
demais linhas de financiamento, disse que não poderia
dar a mesma garantia, mas informou que a instituição
tentará resistir a aumentos.
As afirmações foram feitas em visita ao SindusCon-SP,
em 22 de setembro. Acompanharam Hereda os superintendentes
regionais Augusto Vargas e Henrique Parra Parra, e o gerente
regional de Negócios da Construção Civil,
Luiz Carlos Previlato. Receberam os visitantes o presidente
do sindicato, Sergio Watanabe; o vice-presidente de Habitação
Popular, José Carlos Molina; e o conselheiro Alexandre
de Oliveira Lima.
O presidente do SindusCon-SP expôs aos dirigentes
da Caixa a preocupação com a alta dos materiais
de construção, o que está ocasionando
o desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos
do setor e ameaçando inviabilizar as obras do PAC.
Hereda alegou que, como repassadora de recursos, a Caixa
não pode reajustar os contratos.
Entretanto, o vice-presidente
da Caixa se comprometeu a verificar se há defasagem entre os preços dos
materiais de construção do mercado e os constantes
da tabela utilizada pelo Sinapi. Com esse objetivo, ele solicitou
do SindusCon-SP que forneça à Caixa os levantamentos
de preços dos materiais de construção
feitos por três instituições diferentes.
Hereda também se comprometeu a dialogar com a Casa
Civil para simplificar e agilizar as medições
e reprogramações de obras do PAC. Ficou acertada
a formação de um grupo de trabalho para analisar
três obras em construção em São
Paulo com recursos do PAC.
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Com
relação ao prosseguimento do PAR (Programa
de Arrendamento Residencial), o vice-presidente da Caixa
afirmou que vê dificuldade em reajustar os valores
máximos do programa, pois isso beneficiaria famílias
de poder aquisitivo mais elevado. O PAR foi instituído
para atender famílias com renda mensal de até cinco
salários e quando o valor do imóvel aumenta,
as de menor poder aquisitivo perdem a condição
de acesso ao programa.
Persistem as preocupações dos empresários do setor em relação às “perspectivas
de evolução dos custos” (37,7 – queda de 1,8%), “inflação
reduzida” (32,7 – declínio de 17,2%) e “dificuldades
financeiras” (52,3 – aumento de 4,4%; é neste caso que a nota
acima de 50 indica cenário desfavorável).
O quesito “condução da política econômica” voltou
a se situar abaixo de 50: ficou em 47,5 (queda de 14,8%).
Doze meses atrás – Na comparação com a percepção
dos empresários em agosto de 2007, a pontuação do desempenho
das construtoras ficou 11,7% maior e a das perspectivas, 3,4% maior.
Nos demais quesitos, houve deterioração, sendo a maior queda no
item inflação reduzida (-44%) e a menor no tocante ao crescimento
econômico (-0,8%). A percepção das dificuldades financeiras
piorou em 8,3%.
Fonte: SindusCon-SP
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