29/09/08

Caixa segura juros do financiamento imobiliário
Vice-presidente do banco também se comprometeu a dialogar com a Casa Civil para simplificar e agilizar as medições e reprogramações de obras do PAC

 
 

O vice-presidente de Governo da Caixa, Jorge Hereda, assegurou que os juros das linhas de crédito imobiliário daquela instituição deverão permanecer inalterados. Já com relação às demais linhas de financiamento, disse que não poderia dar a mesma garantia, mas informou que a instituição tentará resistir a aumentos.

As afirmações foram feitas em visita ao SindusCon-SP, em 22 de setembro. Acompanharam Hereda os superintendentes regionais Augusto Vargas e Henrique Parra Parra, e o gerente regional de Negócios da Construção Civil, Luiz Carlos Previlato. Receberam os visitantes o presidente do sindicato, Sergio Watanabe; o vice-presidente de Habitação Popular, José Carlos Molina; e o conselheiro Alexandre de Oliveira Lima.

O presidente do SindusCon-SP expôs aos dirigentes da Caixa a preocupação com a alta dos materiais de construção, o que está ocasionando o desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos do setor e ameaçando inviabilizar as obras do PAC. Hereda alegou que, como repassadora de recursos, a Caixa não pode reajustar os contratos.

Entretanto, o vice-presidente da Caixa se comprometeu a verificar se há defasagem entre os preços dos materiais de construção do mercado e os constantes da tabela utilizada pelo Sinapi. Com esse objetivo, ele solicitou do SindusCon-SP que forneça à Caixa os levantamentos de preços dos materiais de construção feitos por três instituições diferentes.

Hereda também se comprometeu a dialogar com a Casa Civil para simplificar e agilizar as medições e reprogramações de obras do PAC. Ficou acertada a formação de um grupo de trabalho para analisar três obras em construção em São Paulo com recursos do PAC.


 

Com relação ao prosseguimento do PAR (Programa de Arrendamento Residencial), o vice-presidente da Caixa afirmou que vê dificuldade em reajustar os valores máximos do programa, pois isso beneficiaria famílias de poder aquisitivo mais elevado. O PAR foi instituído para atender famílias com renda mensal de até cinco salários e quando o valor do imóvel aumenta, as de menor poder aquisitivo perdem a condição de acesso ao programa.

Persistem as preocupações dos empresários do setor em relação às “perspectivas de evolução dos custos” (37,7 – queda de 1,8%), “inflação reduzida” (32,7 – declínio de 17,2%) e “dificuldades financeiras” (52,3 – aumento de 4,4%; é neste caso que a nota acima de 50 indica cenário desfavorável).

O quesito “condução da política econômica” voltou a se situar abaixo de 50: ficou em 47,5 (queda de 14,8%).

Doze meses atrás – Na comparação com a percepção dos empresários em agosto de 2007, a pontuação do desempenho das construtoras ficou 11,7% maior e a das perspectivas, 3,4% maior.

Nos demais quesitos, houve deterioração, sendo a maior queda no item inflação reduzida (-44%) e a menor no tocante ao crescimento econômico (-0,8%). A percepção das dificuldades financeiras piorou em 8,3%.


Fonte: SindusCon-SP

 
   
 
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