| |
Apesar
da crise financeira, a construção civil brasileira
deverá manter o crescimento de 10% em 2008 e poderá crescer
entre 3,5% e 4,5% em 2009. As afirmações foram
feitas pelo presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe,
em entrevista coletiva à imprensa nesta quarta-feira,
3 de dezembro. Segundo ele, a construção deverá crescer
mais que o PIB por conta das obras já contratadas,
que deverão inclusive assegurar um crescimento da
atividade do setor pelo menos até o fim do primeiro
trimestre de 2009.
Na entrevista, o diretor de Economia do SindusCon-SP, Eduardo
Zaidan, anunciou os resultados da 37ª Sondagem Nacional
da Construção, realizada com uma amostra de 235
construtoras em todo o país. Os empresários ainda
permanecem otimistas com relação aos lançamentos
de imóveis para 2009, embora menos que no ano passado,
sobretudo com relação ao mercado de média
e baixa renda. De outro lado, as construtoras acreditam que
os investimentos em infra-estrutura serão relevantes
para o crescimento da construção.
" A construção civil acabará servindo
como um amortecedor da crise financeira em 2009, por conta
de seu potencial gerador de obras e emprego em todo o país",
afirmou o presidente do SindusCon-SP.
A economista da FGV
Projetos, Ana Maria Castelo, apresentou dois cenários
para o ano que vem:
Cenário Básico - O nível de investimento
será menos afetado, principalmente na construção
civil. Neste caso, o PIB deverá crescer 3,8% e a construção
civil, 4,7%.
|
|
Cenário de Ajuste Lento - O ambiente externo é menos favorável
e a incerteza leva ao cancelamento de um número maior de investimentos.
Neste caso, o PIB deverá crescer 2,8% e a construção civil,
3,5%.
Na avaliação do SindusCon-SP, o Cenário Básico é factível. "Obras
já iniciadas em 2008 vão garantir a continuidade da atividade em
2009. Os financiamentos da Poupança e do FGTS não foram afetados
pela crise de crédito. O BNDES deve garantir uma parte importante dos
investimentos em infra-estrutura, também contemplados nos Orçamentos
da União, Estados e Municípios. Por isso, acreditamos na probabilidade
de o setor poderá crescer entre 3,5% e 4,5%", diz Watanabe.
Em relação a 2008, o SindusCon-SP mantém a previsão
de que, apesar da crise financeira, a construção civil deverá crescer
cerca de 10%. Entre janeiro e outubro, as vendas de cimento aumentaram 15% e
as de aço, 37%. O financiamento habitacional com recursos da poupança
foi 80% superior ao concedido no mesmo período em 2007.
O faturamento da indústria de materiais no mercado interno teve expansão
real e 24% E todas as regiões do país registraram crescimentos
superiores a 10% no nível de emprego formal na construção.
Ao fim de outubro, o emprego no setor registrava cerca de 2 milhões de
postos de trabalho diretos.
Fonte: Sindusconsp
|
|