Num planeta cansado, com seus recursos finitos próximos ao esgotamento total piscando perigosamente para a humanidade entender que se nada mudar, seu fim está mais perto do que a maioria pensa, não nos parece lógico manter as mesmas dinâmicas mercadológicas que contribuíram – e muito – para que essa situação chegasse onde chegou. É preciso pensar inteligentemente em novas maneiras das pessoas se relacionarem com o consumo. Sendo assim, mesmo um pouco cansada de ouvir esta frase ser tantas vezes pronunciada e escrita, a repito novamente: as empresas precisam se reinventar.

Porém, desde o nosso ponto de vista, a reinvenção não poderá ser apenas de metodologia, de processos, de escolhas “on-line” ou  “off-line”. A reinvenção significa desviar o olhar da concorrência, da competição predadora, da corrida desenfreada pelo aumento do capital e se voltar para algo maior: o propósito.

Para que existe a sua empresa? Que problema do mundo ela ajuda a solucionar? Isso é bem mais do que apenas uma declaração de missão estampada no quadro da sala de espera. Isso é significado de existência! Para empresas que operam com seus propósitos definidos, a tomada de decisões é simplificada, basta se perguntar se determinada ação está em alinhamento com seu propósito ou o agride. Sob um olhar evolutivo, para essas empresas, além do crescimento econômico é fundamental o crescimento de experiências e de relações, ou seja, querem ver ampliado seu propósito e vivenciado pelo maior número de pessoas. A concorrência some e no seu lugar, aparece a colaboração. Desta maneira, o crescimento econômico é uma consequência aceitável e natural e que, principalmente, não agride o equilíbrio e contribui para a perpetuação da espécie humana.