Muito já se falou sobre o futuro do trabalho. É claro, é um assunto que vive no inconsciente coletivo de todas as pessoas do mundo: por um lado, quem tem um emprego precisa saber como se manter “empregável”, quais os atributos que serão requeridos nesse novo futuro. Do outro lado, empreendedores de todos os cantos do planeta, independente de tamanho ou segmento de atuação, discutem sobre esse tema e dividem opiniões sobre como manterão vivos seus negócios.

Falar de como será o trabalho no futuro, com todo respeito a todas as opiniões, nos parece um tanto especulador, como se estivéssemos nos entregando a um mar de adivinhações, algo escuro e desconhecido.

Por mais de 10 anos atuei na área de planejamento, lidando com orçamento de clientes, alocação de verbas, escolha de mídias, com passos seguros baseados em evidências que os estudos de mercado e de tendências me davam. Podia calcular o retorno e assim, escolher as melhores alternativas de ação e investimento. Ao escrever estas palavras parece que estou falando literalmente do século passado, mas não faz tanto tempo assim…

O caso é que agora, tudo mudou, lidar desse jeito com planejamento é insano, obsoleto e a única certeza que temos é que não temos certeza de nada. E não teremos. Bem-vindo ao novo mundo! Volátil, incerto, complexo e ambíguo. Dá medo? Um pouco, pode ser. Mas esse mesmo medo pode ser a mola propulsora para o salto que precisa ser dado.

Delicie-se nesse infinito de novas possibilidades que se abrem nesse cenário inédito. Olhe para cada uma delas com as lentes do novo, da reinvenção, do renascimento. E, fundamentalmente, olhe para elas com o olhar mais humano que puder. Sim, porque serão elas, as empresas humanizadas, as que entenderem que apenas se abrindo para a colaboração, permitindo a expressão completa de cada integrante da equipe e sendo perfeitamente fiel ao propósito da organização, essas serão as que verdadeiramente navegarão no futuro. Mesmo que ainda não saibam exatamente como, porque isso não está pronto: essas empresas não especulam, elas constroem o próprio futuro!

Por Gabriela Evangelista